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FASP é lançado com maior participação da educação e cultura regionais

  • 08 maio 2018
  • Categorias:Geral
Corumbá (MS) – Cada festival carrega a sua história e esse vai ser diferente. Muito diferente. A poucos dias da abertura do 14º Festival América do Sul Pantanal, as cidades de Corumbá, Ladário, Puerto Quijarro, Puerto Suarez e El Carmen Rivero Tórrez já sentem nas ruas, praças, escolas e centros culturais a atmosfera da maior festa cultural do continente que vai de 24 a 27 de maio de 2018.
 
Vinte escolas da rede pública desses municípios estão inscritas para participar do Circo da Cultura e Cidadania (CCC), armado no Porto Geral, um diferencial que pela primeira vez permite que os estudantes da região sintam-se protagonistas do festival. “Com certeza esse será um Festival América do Sul Pantanal que ficará marcado na história”, prevê o prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes.
 
No Circo da Cultura e Cidadania os grupos estudantis, orientados por professores de artes, vão apresentar coreografias com homenagens à cultura do Brasil e de nossos vizinhos sul-americanos, do tango argentino ao carnabalito boliviano, da cuenca chilena à cumbia uruguaia e à polca paraguaia, ritmos dançantes que envolvem o público. “No festival deste ano, o governador Reinaldo Azambuja entendeu que a cidade precisava participar mais ativamente de todo esse momento e ficamos muito felizes com esse novo formato”, acrescentou o prefeito Marcelo Iunes.
 
Lançado nesta segunda, 7 de maio, em Campo Grande, o FASP 2018 conta com realização do Governo do Estado e Prefeitura de Corumbá e a proposta de integração das cidades de fronteira às demais regiões do Brasil e do continente sul-americano, com a participação de 10 países. Em quatro dias de programação, o evento oferece ao público, gratuitamente, a oportunidade de se conectar com obras de artesanato, artes cênicas, cinema, artes visuais, literatura, gastronomia e música, muita música.
 
Além disso, reincorpora suas raízes com eventos dirigidos ao debate sobre patrimônio histórico e cultural, economia criativa, artes de rua, etc. E traz ainda oficinas que serão realizadas nas escolas da rede pública e o resultado final do concurso de desenho, poesia e vídeo “Soy Loco Por Ti, América”.
 
O novo formato valoriza não só a rede estudantil como o artista corumbaense. “A roupagem nova traz benefícios, proporciona maior integração com a gente da terra”, destaca o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Corumbá, Joilson Silva da Cruz. “Este ano a realização de uma audiência pública foi o diferencial que proporcionou essas mudanças, com um diagnóstico sobre necessidades locais”, ressalta.
 
O reformulação do festival vem fortalecer cidades como Ladário com uma participação mais ativa no FASP. Assim como as outras cidades de fronteira, a “Pérola do Pantanal”, como é conhecida, foi contemplada com a ampliação dos eventos. “E estamos preparados para essa ampliação, agora com maior espaço ao ar livre após reformas no calçadão da avenida 14 de Março, no ponto central da cidade”, frisa o prefeito Carlos Anibal Ruso.
 
Segundo o prefeito, a programação permite que Ladário abrace o FASP e que o ladarense também se sinta protagonista do evento sul-americano. Neste ano, os artistas ladarenses ganharão visibilidade na Rota Cultural “No Balanço do Paraguai”. Um barco levará o grupo de teatro Tesouro Pantaneiro e o grupo de cururueiros ladarenses do Porto Geral de Corumbá até o Porto Ecológico de Ladário, onde haverá o fechamento da apresentação.
 
Os cururueiros ladarenses também se apresentam domingo no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, em Corumbá, ao lado dos cururueiros corumbaenses e da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira do SESC. Além disso, a Casa de Cultura de Ladário, na avenida 14 de Março, receberá apresentações de teatro, música e dança. Na música uma das atrações é a cantora ladarense Victória Andrade, de 15 anos, finalista no The Voice Kids, da Rede Globo.
 
Da mesma forma, Puerto Suarez, Puerto Quijarro e El Carmen Rivero Tórrez terão participação ativa na programação do Festival América do Sul Pantanal, tanto na dança, no teatro como na música, colocando em evidência a cultura e as artes bolivianas. Destaques como o Ballet Municipal da Comunidade Escolar de Puerto Suarez e do Grupo Escolar de El Carmen Rivero Tórrez, e a música de Loly Arce Montero e Mauricio Montero.
 
Em Corumbá, pontos culturais históricos como a Casa do Artesão, a Casa de Leitura do Dr. Gabi (Gabriel Vandoni), Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, Casa Vasquez e Centro de Convenções Miguel Gomez aparecem no roteiro da programação do FASP. As apresentações se estendem à Comunidades Quilombolas Campos Correia, Família Ozório e Maria Theodora. Rodas de conversas também irão acontecer no Instituto da Mulher Negra do Pantanal (IMNEGRA), com a coordenação da Subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM/MS).
 
Embrapa Pantanal, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Prefeitura de Corumbá e Prefeitura de Ladário terão estandes montados e abertos das 16h às 22h na Praça Generoso Ponce. Os homenageados deste ano (in memoriam) serão o ex-prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha, e o paraguaio José Asunción Flores, inventor da guarânia.
 
Programação gratuita
 
O sambista Martinho da Vila, o rapper Criolo e as cantores Daniela Mercury e Roberta Miranda são as atrações nacionais nos quatro dias do FASP 2018. Por sua vez, os fãs da música regional de qualidade vão matar a saudade com Tostão, Guarany e Aurélio Miranda no show “Memórias”. Entre os expositores, destacam-se os artistas plásticos corumbaenses Rubén Dario Román Anez e Jonir Figueiredo. O Circuito de Cinema integra a Praça do CEU e o Centro de Convenções Miguel Gomez em Corumbá e a Casa de Cultura em Ladário.
 
O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, no Porto Geral, recebe o tradicional Quebra-torno com Letras com nomes como do poeta e ativista cultural corumbaense Benedito C.G. Lima e do escritor paulista João Meirelles Filho, ganhador do Prêmio Sesc Literatura 2017. “Será mais um grande momento para o Moinho receber os grandes nomes da literatura, debater, ter o contato direto com eles no Quebra-torto”, destacou Márcia Rolon, presidente do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano.
 
No Quebra-torto com Letras, o poeta corumbaense Benedito C.G. Lima pretende fazer um resumo histórico dos 45 anos da Academia de Literatura e Estudos de Corumbá (ALEC), criada por ele em 1972, e relançar a antologia poética “Florilégio da Esperança”. “Além disso, neste festival, vamos comemorar os dez anos do projeto ‘Passa na Praça que a Arte te Abraça’, e lançar a seletiva para uma antologia poética”, enfatizou Benedito C.G. Lima. “Para tanto, foi essencial contar com maior abertura do festival para escritores e poetas da terra”, destacou.
 
Assessoria de Comunicação FASP 

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