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Seminário reúne “feras” da transformação social na América Latina

  • 25 maio 2018
  • Categorias:Geral

(Corumbá – MS) De um lado, gestores que transformaram comunidades inteiras em suas regiões através da cultura, renovando a forma ultrapassada de se fazer política. Do outro, pesquisadores audaciosos, mudando a visão de determinados pontos da ciência.

O seminário Cultura e Cidadania, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (25) ,no Campus do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Corumbá, foi um marco para o Festival América do Sul Pantanal (Fasp), ao trazer representantes realmente interessados na integração cultural do nosso continente.

Começando com uma breve (e bem aplaudida) palestra, de Jorge Melguizo, o homem que, quando secretário de cultura, reduziu a criminalidade na cidade de Medellín, na Colômbia, usando apenas a cultura e a educação como elementos de transformação social. “O que vocês estão fazendo hoje para resolver o futuro? Não se apaga fogo jogando gasolina”, criticou Jorge, ao contar que ficou assustado de ver adesivos pedindo a volta da ditadura militar o Brasil. Nos anos 1900, o índice de homicídios em Medellín era de 360 casos para 100 mil habitantes. Para competir com a criminalidade, ajudou a construir parques, museus e bibliotecas. O resultado veio com os números: Em 2006, com novas políticas aplicadas, o número baixou para 39 casos a cada 100 mil habitantes. Fantástico, não?

Na mesma frequência, o Ministro da Cultura do Paraguay, Fernando Griffith, contou um pouco sobre o projeto Paraguay Poderoso, que conta com o apoio do Banco Interamenicano de Desenvolvimento, que visa mudar a visão dos cidadãos paraguaios sobre o país, e, não menos importante, sobre eles mesmos.

Sintonizado com os palestrantes, o Secretário de Cultura e Cidadania do Mato Grosso do Sul, Athayde Nery, o articulador do Plano Municipal de Cultura de Campo Grande e do Plano Estadual de Cultura no MS, emendou: “Na ditadura você é obrigado a obedecer, na democracia, você é obrigado a pensar”.

E se um dia alguém disser que Corumbá é o fim do mundo, há um homem que pode provar o contrário. A cidade branca pode ter sido palco do início da vida no planeta. O geólogo, Detlef Hans Gerts Walde, contou como foi o processo de descobrimento da Corumbella em 1982, um fóssil de 500 milhões de anos. Talves seja o ser vivo mais antigo da história já descoberto.

Texto: Alexander Onça

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